Renascença nuclear? Com o dinheiro de quem, cara-pálida?

citi nuclear report logo 

A expressão “renascença nuclear” é o mantra favorito dos grupos lobistas da energia nuclear , quando se fala em alternativas aos combustívies fósseis que são os vilões da mudança climática.

Nada contra atividades de lobby. Desde que sejam feitas dentro da lei, fazem parte legítima de uma sociedade aberta e democrática, onde a imprensa é livre e onde o direito de expressão é sagrado. As empresas do setor nuclear têm todo o direito de propor essa opção.

Mas todos os outros setores da sociedade, empresas e movimentos sociais podem alinhar seus argumentos favoráveis e contrários. Os argumentos contrários me soam muito mais fortes.

De um lado existem os argumentos de ambientalistas, cientistas ou de cidadãos críticos da opção nuclear por causa dos riscos ambientais que essa representa para a vida no planeta. Principalmente pela questão do lixo radioativo: uma herança maldita que deixamos ainda por milhares de anos para outras gerações que vão vir após a nossa. Por mais dinheiro que seja investido, não existe alternativa risco zero para o lixo tóxico que resulta da operação das usinas.

De outro lado existem as questões de natureza econômica da opção nuclear enquanto empreendimento, seja público ou privado. Em primeiro lugar vem o tal do payback, isto é, o retorno do investimento, o qual nunca fechou até hoje sem um significativo subsídio governamental.

Os investidores sabem disso como ninguém. O melhor exemplo é o relatório de analistas do Citi no Reino Unido (RU), que conclui que, mesmo com todo o apoio oficial do governo Brown,  que deu luz verde para que sejam abertas dez novas centrais nucleares no RU, o negócio é de altíssimo risco. Leia trecho do próprio relatório e forme sua opinião:

 citi nuclear report txt

 

O relatório na íntegra você pode ler clicando aqui.

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Sem medo da globalização!

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Sempre me perguntei porque nossos editores  são tão devagar – quase parando! – em termos de buscar mercados para os autores brasileiros. Algo me diz que isso tem suas raízes no tal do Complexo de Cachorro Viralata, que foi diagnosticado pelo Nelson Rodrigues ainda nos anos 60. Essa síndrome é aquela que faz com que tipicamente a alma brasileira julgue que tudo aquilo que é nativo seja, no fim das contas, uma merda!

Novos tempos e novos ventos parecem estar soprando para elevar a autoestima dos brasileiros. Uma parceria da Câmara Brasileira de Livros (CBL) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação (APEX) está lançando o projeto Brazilian Publishers. Ponto de partida? A CBL realizou um estudo de inteligência de mercado e constatou que 99% dos editores brasileiros frequentam as feiras internacionais de livros apenas como compradores de direitos autorais!!! Nossos editores vão ao exterior sem preparo nem intenção de vender direitos autorais de autores brasileiros.

Com base nesse estudo, a CBL associada com a APEX montou uma estratégia para guiar ações com o objetivo de incentivar nossos editores a pensar globalmente em uma perspectiva de mão dupla.

É tempo de uma nova geração de editores que encare o desafio de ser um player ativo no mercado editorial internacional e não mero consumidores de autores europeus e norte-americanos. Vários empreendedores e empresas nacionais já sabem que podemos ser classe mundial se conseguirmos, antes de mais nada, a alta do complexo de cachorro viralata. Não é apenas o futebol e a música brasileira que podem fazer bonito pelo mundo afora. Estão ai a Embraer, Natura, WEG, Odebrecht, Ambev  e muitas outras empresas que não me deixam mentir.

Mais sobre essa boa e auspiciosa notícia você pode ler no site Brazilian Publishers.

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Entrevista no relatório socioambiental de Furnas

Furnas relat socio ambNo final do ano passado, Furnas distribuiu o seu relatório socioambiental relativo ao ano de 2008. Traz um caderno de entrevistas que tem um ping-pong comigo, que pode ser lido aqui mesmo. Para ler o relatório completo é só clicar aqui.

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O tempo de pensar pequeno está acabando…

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez…
Carlos Drummond de Andrade 
          fireworks17
Começar um ano novo é parte da rotina. Mas vem aí um ano que puxa uma década que vai se caracterizar como uma era de mudanças disruptivas extraordinárias, como poucas vezes já se viu na história do Homo Sapiens Sapiens
Muita saúde & paz para você, seus familiares e seus amigos.
 
fireworks18Ricardo Neves fireworks21
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Minha entrevista na Epoca Negócios On Line

Entrevista para EN

Muito trabalho e viagens atendendo meus clientes de consultoria; leituras que estou me devendo, desenvolvimento do meu novo livro (o do ano que vem!) e outros planos legais e ambiciosos taxiando na pista de decolagem para 2010. Em algum lugar a gente tem de diminuir a velocidade… Por isso o blog tem andado paradão. Saio do jejum trazendo o vídeo de entrevista que dei recentemente para Silvia Balieiro, da revista Época Negócios. Você pode ler clicando aqui. Cool

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e-book reader vai ser o presente mais vendido no Natal 2010

Cinco minutos depois de você estar lendo um livro em um e-book reader, você começa a perceber que é tão natural como ler no papel. Cedo ou tarde – na minha opinião mais cedo do que a maioria pensa! — todo mundo vai estar lendo mais livros no e-book reader do que no papel.  Conveniência, muito mais baratos, menos impacto ambiental, etc. Livros no papel? Vão ser aqueles “queridinhos” que você vai querer ter além da cópia digital!

Lembre-se que os monges copistas faziam troça dos livros impressos por Gutemberg dizendo que os mesmos não tinham o charme de arte personalizada que os exemplares copiados um a um tinham…

Meu livro Novo Mundo Digital acaba de sair em versão e-book. Clique na figura abaixo e dê um passeio na loja!

Novo mundo digital em e-book

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É bom refletir se você está se preparando…

ou se vai se tornar um jurássico digital!

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Minha entrevista para a HSM Management

Exame e Época Negócios são as revistas de negócios mais importantes e lidas no Brasil. Não há duvida!  Entretanto, na minha opinião e de muita gente boa, em nosso país, a mais influente das revistas  no topo diretor das empresas de classe mundial parece ser mesmo a HSM Management.

Foi por isso que eu fiquei tão contente com a matéria que Adriana Salles, editora-executiva da HSM, fez para a edição de outubro, baseada em entrevista que realizou comigo.  Foram ao todo seis páginas, com direito a chamada de destaque no editorial. Cool

Se você estiver interessado em dar uma folheada, a matéria na íntegra pode ser acessada clicando aqui.

HSM Managemente Ricardo Neves

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A digitalização do livro

frankfurt messe

O Paulo Coelho está na capa de Época apresentado o Kindle. É a matéria de capa desta semana que anuncia o desembarque do Kindle no Brasil. Mas a bomba está explodindo mesmo é no colo da fina flor da rapaziada que comanda o mercado editorial mundial e que está reunida na Alemanha, na Feira de Livros de Frankfurt, a maior do mundo.

Ali o pessoal da indústria do livro está metido em conversa de uma nota só: o maremoto do livro digital chegou! Agora começa a acontecer com cadeia produtiva do livro aquilo que já aconteceu com a indústria fonográfica e com a indústria fotográfica. É a digitalização do livro.

Vai mudar tudo. Mas tudo mesmo! Do editorial à livraria. Da gráfica ao varejo. Dos sebos às bibliotecas. Da produção do papel à logística, etc. etc. Não adianta ser ou ter sido uma grande editora ou ser ou ter sido um grande publisher. Agora o jogo está sendo iniciado e não importa muito de onde você veio.

De qualquer forma, eu aposto: o livro vai ficar mais barato e mais acessível.  As pessoas vão ler mais livros do que jamais leram. Vai aumentar o mercado e vai ter mais espaço para a produção e internacionalização dos autores e editoras.  No final todo mundo vai perceber que uma coisa de qualidade, quando a gente lê, não importa se está numa tela ou no papel.

Só vai se prejudicar quem tiver medo de inovar e mudar e sair surfando essa mudança civilizatória que tem a mesma característica disruptiva da invenção de Gutemberg. Nos anos anos à frente vai se consolidar a tendência: a maior parte dos livros vai sair mesmo é no formato e-book. Mas, paradoxalmente, o livro em papel vai ser a forma perene e mais desejada e não vai morrer nunca. Vai ser um queridinho mesmo para a rapaziada digital.

No meu livro Novo Mundo Digital – lançado em 2007 e que já está sendo preparado para chegar em formato e-book ao mercado – eu tasco lá logo no primeiro capítulo intitulado Manchetes do Futuro:

“Os jornais diários em papel acabaram e o mercado de livros vem paradoxalmente crescendo com extrema vitalidade.  Quando se fala em notícia, tudo agora é on-line. Em especial depois que a velocidade de conexão ultrapassou a barreira dos 10 gigabits por segundo, mesmo em wireless. Por outro lado, indo na contramão das análises de tendências de mercado dos especialistas, o segmento editorial deu um salto de crescimento. A indústria editorial nunca esteve tão bem. O livro se tornou um produto mais desejado pelas pessoas. Ele tem permanência e charme em um mundo onde tudo é digital. A produção gráfica se tornou mais caprichada, com design mais arrojado. Além disso, o preço do livro caiu graças ao crescimento da economia de escala. Com o livro visto como uma espécie de suvenir de conhecimento, as editoras passaram a personalizar edições: você pode comprar um mesmo texto com diferentes opções de formato, capa, textura e ilustrações.”

O Paulo Coelho pode ficar com o Kindle. Eu fico mesmo é o modelito aí em baixo,  alimentado por bateria solar que a coreana LG está lançando Cool

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Depoimentos sobre meu livro e palestra do roadshow :-)

“Me atrevo agora a sugerir que devemos desaprender as lições da Arte da Guerra, após ter ouvido a brilhante palestra de Ricardo Neves, um pensador brasileiro original, em que ele desconstrói de forma consistente, profunda e contundente o modelo mental dos seguidores da ideologia Sun Tzu.

 Sugiro a leitura do seu novo livro Tempo de Pensar Fora da Caixa; muito mais útil e construtivo que as verdades obsoletas do general chinês, pois apresenta questionamentos e idéias – em vez de certezas – propositivas sobre a necessária transformação das organizações rumo a “Economia do Conhecimento”.

 Cesar souza

Visite o blog do César em Época Negócios: clique aqui.

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