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Dia dos Pais

domingo, agosto 8th, 2010

Hoje fui despertado por minha filha me convidando para um café da manhã especial! Na mesa toda decorada com estrelinhas, corações e velinhas, estava lá uma linda cartinha daquelas de derreter o coração. Só quem é pai de meninas sabe como elas são boas em fazer isso!

De noite, depois das comemorações na casa de meu sogro, é que fiquei um tempo sozinho para ler e matutar. Foi então que esbarrei na edição online da Folha de São Paulo com a linda mensagem do cronista Luiz Caversan intitulada Saudades do Meu Pai. Isso foi a deixa para me levar a navegar, com mais calma e vagar, nas memórias que guardo do meu próprio pai, que também já foi.

Nessas divagações me lembrei de um fato que aconteceu no mês de agosto do último Dia dos Pais que tive o prazer de ter meu pai ao meu lado, no ano de 2006. Se você estiver interessado, pode ler a crônica na qual falo disso, e que saiu na revista Época alguns meses depois desse último Dia dos Pais…

Feliz Dia dos Pais para todos vocês, colegas papais!

Divagações sobre sustentabilidade: quem são os campeões desta causa?

quinta-feira, agosto 5th, 2010

Tem livro novo meu vindo aí! No entanto só posso sair falando deste assunto quando meu editor der o sinal verde. Enquanto isso, já estou pensando em temas de meus próximos livros. Nesse passeio contemplativo tenho matutado muito sobre a questão da sustentabilidade.

Acho que essa é uma das mais sérias charadas que a humanidade vai ter que responder nos anos à frente. Isso se quisermos nos tornar de fato uma espécie responsável, no sentido de ser capaz de legar um planeta e não um lixão de dimensões planetárias para as gerações futuras. Dois séculos de revolução industrial, na reta de termos entre 9 e 10 bilhões de seres humanos e do jeito que as coisas estão caminhando, os prognósticos não são lá muito promissores…

Nas minhas pesquisas sobre o tema “campeões da sustentabilidade”, tenho me surpreendido com um grupo que identifico como Ativistas de Classe Mundial. Quem são?

O setor governamental e lideranças políticas são atores sociais que infelizmente tem contribuído muito pouco com a decifração da esfinge decifra-me-ou-te-devoro chamada sustentabilidade. Por sua vez, no setor empresarial, existe sim uma incipiente e comprometida liderança. Pena que a maioria dos líderes empresariais, ao falar de responsabilidade ambiental e sustentabilidade, esteja no fundo fazendo marketing e comunicação esverdeados Yawn  

(Aliás, aqui leva o Oscar de cara-de-pau do esverdeamento marqueteiro a BP, que já anunciou no final dos anos 90 que BP passaria a significar Beyond Petrol. Pissed Off)

Me parece que  indivíduos e organizações não governamentais, estabelecidas como sem-fins lucrativos, são, até aqui, a vanguarda e verdadeiros campeões dessa causa que interessa a toda humanidade. Em minhas pesquisas tenho estado em contato muitos ativistas e organizações criativas e inovadoras que estão conseguindo jogar luzes e olhares novos e questionadores sobre o sistema de produção e consumo global que criamos.

A internet é o canal onde é possível sentir melhor o pulso dessas contribuições, onde se encontra gente e organizações, fazendo com muito pouco dinheiro, coisas interessantíssimas, de qualidade e de repercussão global. Apenas para exemplificar deixo aqui o projeto Story of Stuff liderado por Annie Leotard.

Produzido pelo Free Range Studios e apresentado pela própria Annie Leonard, o projeto realiza filmetes de sete minutos que desvelam para milhões de pessoas pelo mundo afora, via internet, implicações e questões sobre produção, consumo, meio ambiente e sustentabilidade.  Já  existem estimativas de que a audiência mundial já chega a 80 milhões de pessoas antenadas na série.

O mais recente episódio da série se chama  The Story of Cosmetics. Foi lançado agora dia 21 de julho e examina o uso disseminado de substâncias tóxicas pela indústria de cosméticos.  

 
(Repare que você pode escolher assistir legendado em português.)
 
Empresas como a Natura, que almejam de forma sincera um posicionamento de vanguarda na questão da sustentabilidade e valores éticos, devem aproveitar e se pronunciar de maneira proativa frente a iniciativas como esta, deste episódio do Story of Stuff.

“No! We can’t!”

domingo, maio 30th, 2010

BP spill

A sociedade norte-americana começa a despertar para a amarga realidade: está vivendo o maior desastre ambiental já ocorrido na história da humanidade.

Poucas semanas após o presidente Obama ter — de forma temerária e contrariamente ao aconselhamento de parte dos seus assessores mais sensíveis à questão ambiental — dado o sinal verde para perfuração off-shore de petróleo na costa dos EUA, o pesadelo começou a pouco mais de 100 km de Nova Orleans, nas águas profundas do Golfo do México.

O acidente ocorrido na plataforma Deepwater Horizon da British Petroleum (BP) veio desmentir de forma categórica o que Obama afirmou ao sustentar que operações de perfuração e extratação submarina eram absolutamente seguras.

O petróleo bruto vazado no meio ambiente já equivale a mais de quatro vezes o que o petroleiro Valdez da Exxon despejou no Alaska. Entretando, apesar de toda a tecnologia e recursos mobilizados pela BP, do empenho político que Obama está procurando assumir, da imensa cobertura da mídia, a megamerda causada pelo colapso da plataforma Deepwater Horizon continua sem ter um final previsível.

O  desastre causado pela BP desmente de forma didática a ideia de que perfuração off-shore é cem por cento segura. Mais do que isso. Traz à vista aquilo que todos os que conhecem um pouquinho de análise de risco (risk assessment) sabem: a tecnologia deve ser vista como parte da equação da segurança; em sistemas complexos o maior desafio se chama fator humano.

Fator humano: acontecer aquilo que parecia impossível, acaba acontecendo devido a uma conjunção de fatores,mais cedo ou mais tarde, em um processo desencadeado por um simples cochilo de um ser humano.

É aí que mora o perigo. E isso vale para viagens espaciais, energia nuclear e cadeias produtivas cada vez mais complexas como petróleo, agribusiness, aviação civil e até mesmo de operações financeiras e militares.

É por causa do fator humano que usinas nucleares vazam, que aviões supermodernos caem, que o sistema financeiro e bolsas de valores entram em parafuso, que plataformas de petróleo explodem, que terroristas conseguem atingir objetivos estratégicos super-bem-guardados. Será assim com transgênicos, engenharia genética  e outras benesses de ciências da vida que estão emergindo.

Para quem sabe ler um pingo é letra. O desastre da Deepwater Horizon não é um caso isolado e não importa mais quanto tempo a BP vai demorar para estancar o vazamento. O acidente sinaliza um momento de ruptura na forma com que vamos ter que lidar estrategicamente a questão de energia e petróleo  para as necessidades e o desenvolvimento humano sustentável no planeta terra.

As seguradoras são as primeiras a ter isso claro, revendo outros planos de perfuração temerária e criminosa, como os que diversas cias petrolíferas estavam encaminhando, como, por exemplo, sob o Ártico. Isso vai ter que esperar um pouco mais, pois outros cálculos devem ser feitos. A conta da rubrica “se acontecer uma m*” vai ficar muito mais salgada.

Mas além do custo mais elevado do seguro existem outras contas começando a aparecer. Eu aqui no Brasil  já recebi e-mails de conhecidos nos EUA e no Canadá convocando a população a boicotar os postos e produtos BP…

Mas vai sobrar para o number one no governo dos EUA. O custo político do desastre no Golfo do México devido a imprevidência e impotência do governo em conseguir respostas adequadas fazem com que mídia diga que esse acidente será para Obama mais do que o furação Katrina representou para Bush.

E aqui entre nós? Alguém aí já tem ideia do impacto desse acidente no desdobramento de uma coisa chamada Pré-sal?

Cilque aqui para você acompanhar na CNN a série de reportagens sobre o vazamento no Golfo do México.

Boa noite. Sarcasm

I-phones e os navios negreiros da Sociedade Digital Global

quinta-feira, maio 27th, 2010

SlaveShipBrookes002

A Apple ultrapassou ontem a Microsoft em termos de valor de mercado. A Apple mais que todos as outras empresas da Nova Economia é “o” um exemplo do empreendedorismo high-tech que nasceu em garagens no Vale do Silício.

O “Valley”, na intimidade de quem gosta de lá — e eu gosto! –mais do que qualquer lugar do planeta, é reconhecidamente um meio ambiente que ao longo dos últimos cinquenta anos atraiu e nutriu gente interessada – engenheiros, projetistas, cientistas, investidores e empreendedores – em criar e desenvolver inovações tecnológicas que estão nos colocando na rota de uma nova era que eu chamo de Sociedade Digital Global.

É no Vale que são concebidas e desenvolvidas inovações de ruptura como I-phones, I-pads, etc. Onde essas inovações de ponta se transformam em produtos fabricados aos milhões é uma outra história. Em sua maioria na China. E essa outra história se contrapõe de forma drástica e dramática ao Vale do Silício.

Foxconn, empresa chinesa que é basicamente um megamontador de produtos eletrônicos, é um dos fornecedores considerados classe mundial e que presta serviços a Apple e Dell entre outros. Sua principal planta industrial fica em Shenzhen, onde trabalham e vivem mais de 300 mil jovens empregados. Essa planta é, na realidade, uma cidade corporativa, um complexo, onde restaurantes, serviços de apoio, entretenimento e até mesmo polícia são provisionados pela Foxconn.

Foxconn está agora recebendo uma atenção especial tanto da mídia econômica quanto de seus clientes. Desde o começo deste ano uma onda de suicídios, que já contabiliza dez jovens que se jogaram para fora dos corredores da megafábrica, aponta que algo está muito errado parece estar acontecendo ali. Se o Vale do Silício está para um centro metropolitano vibrante que nutre o espírito criativo e inovador, o ambiente de megamontadores chineses está mais para uma espécie de navio negreiro da Sociedade Digital Global.

Do ponto de vista dos clientes da Foxconn isto pode respingar neles uma mancha difícil de apagar e gerar inclusive boicotes mundiais de seus produtos. É por isso que a Apple está cobrando da Foxconn explicação para esse fatos. Afinal é ali que são montados os I-phone.

O vídeo sobre esse assunto, que saiu no Financial Times, vale a pena ser visto.

 May 24: Foxconn grapples with wave of worker suicides – companies- FT.com

Empreendorismo com sotaque Geração Y

terça-feira, abril 6th, 2010

Esse é um tema que me dá muito prazer pelo potencial de mudança que esse segmento etário representa. Diferentemente de muitos dos indivíduos da Geração de Baby-boomers – que lamentavelmente já se consideram na beirada da aposentadoria – a Rapaziada Y começa a perceber que a Grande Transformação, não só da produção como também do consumo e mesmo dos estilos de vida, é tarefa primordialmente sua, mais do que de qualquer outro grupo geracional. Eles podem liderar uma grande página da aventura humana.

O pessoal do Sebrae, que muito me honra com suas solicitações de serviços consultivos e palestras, me desafiou a tratar desse tema para o Desafio Sebrae 2010 tomando como referência meu livro Novo Mundo Digital, que está já disponível também em formato e-book. Assim é que hoje realizei uma palestra hoje em Belém. Outras devem vir por aí. Com muito gosto, pois entendo estar cultivando relações com meus futuros clientes de serviços consultivos.

O video manifesto do Desafio Sebrae 2010 você pode ver aí embaixo. Os slides utilizados na apresentação que fiz via Skype você pode folhear visitando clicando aqui (as chuvas torrenciais no Rio me impediram de chegar a tempo ao aeroporto.)

 

Eike Batista no WSJ: “o futuro do Brasil é tornar-se uma commodity powerhouse”

terça-feira, março 30th, 2010

Em essência Eike Batista herdou de seu pai, Eliezer Batista, a mesma visão estratégica do regime militar para nosso desenvolvimento: o grande projeto de nação brasileira deve se concentrar em prover uma megainfraestrutura logística para extrair commodities minerais nos mais remotos pontos do hinterland brasileiro e atender a demanda existente de clientes além-mar. O dono das empresas X deixa isso muito claro na entrevista em video no Wall Street Journal, que você pode assistir aí embaixo.

Ele acha que a demanda da China é chave nessa atualização da estratégia da família Batista. Nessa entrevista ele dá como exemplo o fato de que trinta anos atrás isso ocorreu com o Japão, quando esse país deu o salto para se tornar um gigante da economia mundial. Ele sabe disso como ninguém. Afinal aprendeu isso com o Batista pai, a mais estratégica influência em termos de visão do regime militar, tocando uma posição muito especial no comando de uma estatal chamada Vale do Rio Doce.

Como proposta de desenvolvimento para uma nação essa é uma aposta sombria. Eu não gostaria de ver o Brasil tornar-se, no limite, um complexo de extração mineral interligado por uma rede de corredores logíticos totalmente orientado para a demanda de commodities mineiras de grandes mercados.

Produção de commodities e produtos de baixo valor agregado pode ser um ótimo negócio para ricaços . Mas é um modelo incompatível para uma sociedade que se pretende ser mais distributiva, igualitária e capaz de estar em posição de protagonismo global.

O projeto do Batista pai foi tocado na forma de estatais tendo o governo brasileiro como investidor. O projeto do filho é, no fundo, a mesma coisa. Só que atualizado do ponto de vista da fonte de onde jorra o capital. O investidor agora é o mercado, o qual por enquanto está comprando o projeto de Eike. O retorno ainda é uma promessa. E o mercado deve ser paciente com Eike. Isso ele diz na entrevista para o WSJ, quando afirma que todos os projetos são de maturação de médio prazo, pelo menos quatro anos. De qualquer maneira o mercado vai cobrar mais à frente…

O Batista filho pode até chegar a ser o homem mais rico do mundo com essa sua aposta. Porém, por outro lado , ser uma “commodity powerhouse” é uma aposta, que se comprada pelos políticos e pela sociedade brasileira, é o caminho certo para transformar o Brasil em um país de manés, pé-rapados e operadores de máquinas.

Estamos desde o final do século passado acelerando na direção da Economia do Conhecimento. A era na qual estamos adentrando é um tempo onde patentes e direitos de propriedade intelectual – a capacidade de criar o novo — serão ainda mais importantes que o acesso a riquezas naturais e manufatura de commodities.

O projeto da família Batista parece ser bom para seus descendentes. Mas a sociedade brasileira deve entender que a fixação em commodities é o caminho certo para a irrelevância e para a decadência dentro da perspectiva de uma Sociedade Digital Global na qual a inovação passa a ser central, estratégica e crucial.

A inovação é a chave para para conseguir mais competitividade e para criar diferenciais comparativos. E, nesse contexto, o inferno passa a ser o lugar especializado na produção de commodities.

Eike enxerga que a grande oportunidade é nos aparatarmos enquanto país para as necessidades da China, país que deverá ter uma sede de minérios dez vezes maior do que a sede dos japoneses há trinta anos atrás. De certa forma a euforia dos que enxergam o pré-sal como a redenção brasileira também aposta nessa direção.

Devagar com o andor que o santo é de barro. Eu não colocaria todas a fichas nesse futuro!  

A “maldição dos recursos naturais” é uma das premissas mais comprovadas na história econômica da humanidade. Riqueza natural em países onde a desigualdade social e o desnível socioeconômico é alto acaba privilegiando sempre uma oligarquia que é jogo duro na partilha e redistribuição dos ganhos das riquezas naturais.

 No Brasil já deveríamos saber disso. Afinal, nossa história passa pelo pau-brasil, cana de açúcar, ouro, pedras preciosas, borracha e café e outras cositas do gênero…

O que precisamos apostar alto é em formar gente. Gente de conhecimento. Cada vez mais capacitada para inovar e ser mais empreendedora. E de um ambiente onde o governo seja mais enxuto e menos burocratizado e menos hostil às empresas.

São pessoas de conhecimento altamente inovadoras — e não manés! — que são qualificadas para criar, tocar e desenvolver empresas classe mundial para criar produtos e serviços de alto valor agregado. Exemplos para se inspirar? Olhe para Embraer, WEG, Natura,  Odebrecht, Promon,  transnacionais verde-amarelas que estão cada vez mais distantes do inferno das commodities.

Essa é a coisa certa a fazer!Curse

 

Mobilidade urbana: será que esta inovação pega?

domingo, março 14th, 2010

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A revista Time, em matéria produzida ao final do ano passado listando as melhores invenções de 2009, concedeu a 15º posição a um aprimoramento muito peculiar da bicicleta que foi batizado de YikeBike. A matéria você pode ler clicando aqui.

O video abaixo diz quase tudo. Mais informações? Visite o site do inventor da YikeBike.

Eu acho que combina bem para adotar junto com um Ipad,  para um  estilo de vida mais esperto a partir desta segunda década do século XXI. Cool

Renascença nuclear? Com o dinheiro de quem, cara-pálida?

segunda-feira, março 8th, 2010

citi nuclear report logo 

A expressão “renascença nuclear” é o mantra favorito dos grupos lobistas da energia nuclear , quando se fala em alternativas aos combustívies fósseis que são os vilões da mudança climática.

Nada contra atividades de lobby. Desde que sejam feitas dentro da lei, fazem parte legítima de uma sociedade aberta e democrática, onde a imprensa é livre e onde o direito de expressão é sagrado. As empresas do setor nuclear têm todo o direito de propor essa opção.

Mas todos os outros setores da sociedade, empresas e movimentos sociais podem alinhar seus argumentos favoráveis e contrários. Os argumentos contrários me soam muito mais fortes.

De um lado existem os argumentos de ambientalistas, cientistas ou de cidadãos críticos da opção nuclear por causa dos riscos ambientais que essa representa para a vida no planeta. Principalmente pela questão do lixo radioativo: uma herança maldita que deixamos ainda por milhares de anos para outras gerações que vão vir após a nossa. Por mais dinheiro que seja investido, não existe alternativa risco zero para o lixo tóxico que resulta da operação das usinas.

De outro lado existem as questões de natureza econômica da opção nuclear enquanto empreendimento, seja público ou privado. Em primeiro lugar vem o tal do payback, isto é, o retorno do investimento, o qual nunca fechou até hoje sem um significativo subsídio governamental.

Os investidores sabem disso como ninguém. O melhor exemplo é o relatório de analistas do Citi no Reino Unido (RU), que conclui que, mesmo com todo o apoio oficial do governo Brown,  que deu luz verde para que sejam abertas dez novas centrais nucleares no RU, o negócio é de altíssimo risco. Leia trecho do próprio relatório e forme sua opinião:

 citi nuclear report txt

 

O relatório na íntegra você pode ler clicando aqui.

Sem medo da globalização!

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

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Sempre me perguntei porque nossos editores  são tão devagar – quase parando! – em termos de buscar mercados para os autores brasileiros. Algo me diz que isso tem suas raízes no tal do Complexo de Cachorro Viralata, que foi diagnosticado pelo Nelson Rodrigues ainda nos anos 60. Essa síndrome é aquela que faz com que tipicamente a alma brasileira julgue que tudo aquilo que é nativo seja, no fim das contas, uma merda!

Novos tempos e novos ventos parecem estar soprando para elevar a autoestima dos brasileiros. Uma parceria da Câmara Brasileira de Livros (CBL) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação (APEX) está lançando o projeto Brazilian Publishers. Ponto de partida? A CBL realizou um estudo de inteligência de mercado e constatou que 99% dos editores brasileiros frequentam as feiras internacionais de livros apenas como compradores de direitos autorais!!! Nossos editores vão ao exterior sem preparo nem intenção de vender direitos autorais de autores brasileiros.

Com base nesse estudo, a CBL associada com a APEX montou uma estratégia para guiar ações com o objetivo de incentivar nossos editores a pensar globalmente em uma perspectiva de mão dupla.

É tempo de uma nova geração de editores que encare o desafio de ser um player ativo no mercado editorial internacional e não mero consumidores de autores europeus e norte-americanos. Vários empreendedores e empresas nacionais já sabem que podemos ser classe mundial se conseguirmos, antes de mais nada, a alta do complexo de cachorro viralata. Não é apenas o futebol e a música brasileira que podem fazer bonito pelo mundo afora. Estão ai a Embraer, Natura, WEG, Odebrecht, Ambev  e muitas outras empresas que não me deixam mentir.

Mais sobre essa boa e auspiciosa notícia você pode ler no site Brazilian Publishers.

Entrevista no relatório socioambiental de Furnas

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

Furnas relat socio ambNo final do ano passado, Furnas distribuiu o seu relatório socioambiental relativo ao ano de 2008. Traz um caderno de entrevistas que tem um ping-pong comigo, que pode ser lido aqui mesmo. Para ler o relatório completo é só clicar aqui.

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