Archive for agosto, 2009

Os perigos da miopia macroeconômica

quinta-feira, agosto 27th, 2009

VUW

Não é teste de oculista!

FT, WSJ, Valor, Exame, colunistas importantes como Miriam Leitão no Brasil, etc. tá todo mundo discutindo se é “V”, “U” ou “W”. “V” equivale a prever que a crise iniciada em 2008 está definitivamente para trás. “U”? Será que vamos sair dela mais lentamente e voltar ao business as usual no começo do ano que vem? Será que vai ser uma retomada lenta? “W”? Será que é bom se preparar para uma reincidiva logo ali na esquina?

Se você é do nível estratégico-político de uma organização (conselho de administração, por exemplo) ou então do nível estratégico-empresarial (CEO ou diretor) não se iluda gastando a maior parte de seu precioso tempo sendo pautado pelos analistas econômicos na tentativa de visualizar cenários.

A visão macroeconômica é muitas vezes altamente enganadora. A agregação de diversos fatores é por vezes tão macro que os analistas não se dão conta de forças poderosas que estão nascendo no micro.

As microtendências são as sementes do um médio e longo prazo. Na verdade, as microtendências podem ser movimentos sísmicos e tectônicos muito mais poderosos do que a conjuntura do presente e do curto prazo, se configurando de forma subterrânea sem que ninguém consiga detectar. Muitas vezes seus negócios serão mais afetados pelas microtendências do que por variações macroeconônomicos conjunturais.

E aí? Como evitar ficar preso da miopia macroeconômica? O grande desafio para tentar identificar as microtendências que podem potencialmente se tornarem as grandes forças que vão dominar no médio e longo prazo é tirar em primeiro lugar as pessoas que tomam decisões estratégicas do foco exclusivamente operacional em termos da empresa e também do foco macroeconômico que é ditado pelos analistas econômicos. O segundo desafio é encontrar metodologias criativas e colaborativas de tentar pescar no presente os sinais do amanhã. Esse exercício é o que chamo em meus livros de Arqueologia Reversa do Futuro.

Cases ilustrativos? Tenho atendido alguns clientes nesse desafio de realizar a Arqueologia Reversa do Futuro através de um exercício colaborativo que chamo de Workshop de Cenários. Não é bruxaria nem ciência porque futuros não se revelam pra ninguém, seja você cientista, economista ou charlatão! É um pouco de arte e especulação criativa assistida por alguma ciência. É a única maneira responsável de pensar futuros. Cool Como?

Vou procurar mostrar uma microtendência que detectamos com alguns clientes e como fomos buscar indicadores para validar essa microtendência usando criatividade, intuição e pesquisas quanti-qualitativa. Mas isso fica para próximos posts.

Errei. Mas pocha, herrar é umano!

sábado, agosto 15th, 2009

Ricardo: Esclareça-me uma dúvida. No seu livro [Tempo de Pensar Fora da Caixa], você menciona que Sei Lá, Mangueira é de Cartola. A citação musical gerou polêmica com alguns colegas antenados pois nos registros musicais aparece como de Paulinho da Viola e Hermínio Bello De Carvalho.”  

 Recebi o e-mail acima de um leitor e fui conferir: A letra do samba é de fato do Hermínio Bello de Carvalho. E agora? Confused

Como inspira a própria MPB através da letra de Beth Carvalho: “Leva, sacode a poeira dá volta por cima”. O jeito é admitir que escorreguei feio e enviar um e-mail para meu editor solicitando a revisão urgente para a segunda edição que já está sendo aprontada. Que mais?

Como tentativa de reparação moral, esse autor displicente na checagem de uma referência tão distinta, homenageia aqui o poeta de Sei Lá, Mangueira. Com vocês, no fim de semana musical: Hermínio Bello de Carvalho que faz a sua homenagem para Clementina de Jesus.

 

Gamechangers: vanguarda das organizações

terça-feira, agosto 11th, 2009

inovacao versus mudanca

Todo mundo sabe que consultor é um bicho que adora inventar esses desenhos explicativos, não é?  Chic

Em meu novo livro, o qual eu utilizo como ferramenta de serviços consultivos, uso a figura acima para ajudar a mostrar a categorização que desenvolvi acerca das empresas, e organizações em geral, conforme sua capacidade de inovar e de mudar. 

 Inovar não é a mesma coisa que mudar. Inovar é produzir variabilidade. Mudar é articular as variabilidades de forma a obter combinações sistêmicas mais evoluídas, por exemplo, como passar de lagarta para borboleta.

 No meu livro você vai encontrar casos de organizações que podem ser qualificadas em todos os quadrantes do desenho acima. Em meu livro demonstro que as organizações que estão na vanguarda da transição para a Economia do Conhecimento são aquelas que têm alta capacidade de inovar e mudar. Essas são as estrelas que vão corajosamente na frente, experimentando, assumindo riscos, inovando incansavelmente, reinventando os modelos organizacionais, criando novos padrões e criando novos tipos de jogos. É daí que vem o nome em inglês: gamechanger, isto é, que muda o jogo.

 Nenhuma organização está condenada a ficar no estado presente. Organizações reativas, tanto quanto tradicionalistas e criativas podem dar um arranque e se tornarem gamechangers. Esse é aliás o grande desafio de evolução organizacional: passar para a condição de gamechanger.

 Elevar uma empresa para a condição de gamechanger é a responsabilidade número um da liderança.
Isso é estratégia. O resto é sobrevivência. Caso a liderança não entenda que sua responsabilidade é promover essa evolução, mais cedo ou mais tarde a organização se torna obsoleta, jurássica, irrelevante ou … simplesmente desaparecerá.

 Muitas empresas estão entendendo que inovar e mudar deve ser responsabilidade não só do topo diretor mas de todo colaborador. Não é mais tampouco responsabilidade exclusiva do pessoal de P&D inovar. Todo mundo deve ser mobilizado para essa tarefa vital e estratégica: inovar e mudar de forma permanente.

 Essa é a razão de muitas empresas estarem criando uma instância formal para fomentar a inovação e a mudança. Daí tantos departamentos, diretorias e superintendências de inovação sendo criados com a responsabilidade de clonar no DNA da organização o gene da inovação e mudança permanente.

 Tenho ajudado a várias empresas nesse processo de formulação de estratégia, na gestão da inovação e da mudança visando a evolução organizacional para a condição de gamechanger. São serviços que frequentemente começam em tempos e atividades de planejamento corporativo. Tempo de Pensar Fora da Caixa na forma de palestras, workshops, ateliês, coaching e outras modalidades consultivas são alguns dos exemplos dos meus serviços. Nenhuma dessas modalidades é um serviço, digamos assim, “de prateleira”. Afinal cada organização é única. 

 Claro que tenho interesse em receber contatos de empresas interessadas em meus serviços Cool . Entretanto tenho também o interesse em conhecer casos exemplares de empresas que estão entendendo o desafio de evoluir para a condição de gamechanger. É instrutivo também ouvir os casos de involução e de resistência a mudar e inovar. Se você tem casos interessantes, comente aqui ou envie um e-Mail para mim.

Programa Mundo Corporativo CBN – minha entrevista sobre o Tempo de Pensar Fora da Caixa

segunda-feira, agosto 3rd, 2009

entrevista na CBN

Ué! Programação de rádio com video? Que pode ser ouvida ou assistida também no computador ou no celular? Que pode ser consumida não apenas em tempo real, mas na hora que você quiser e até ser guardada em seu computador, em mp3, no seu DVD. Eu, hein!!!

Ué… Assim rádio pode competir com tv, cinema, jornal e revistas… Pode sim! O segredo é pensar um modelo de negócio digital no qual o rádio fique fortemente inserido na internet! E é isso que o pessoal da rádio CBN tem tentado fazer. Eles estão rejuvenescendo de maneira extraordinária algo que muita gente acreditava que fosse parte do passado: o rádio como meio de comunicação.

Aproveitando a internet, a CBN ampliou seus horizontes de forma extraordinária. Para ouvir a CBN você não tem apenas a opção de sintonizar o rádio. Vá de www.cbn.com.br e você descobre que o site da CBN é um portal que reúne toda programação, seja essa em tempo real ou passada. Além disso, descobre que essa programaçao vem com o conteúdo turbinado incorporando imagens em video.

Nesse novo modelo de negócio para o rádio na internet, existe possibilidade de ter mais diversidade de conteúdo, mais permanência e mais acessibilidade.  Simples e genial, não?

Recentemente dei uma entrevista sobre o meu livro Tempo de Pensar Fora da Caixa para o Heródoto Barbeiro, em seu programa Mundo Corporativo, na CBN . Foi veiculada no sábado passado. Você perdeu? Não tem problema. Está tudo lá disponível no site da CBN. Quer ir de podcast ou vídeo? Clique aqui.

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