
O Paulo Coelho está na capa de Época apresentado o Kindle. É a matéria de capa desta semana que anuncia o desembarque do Kindle no Brasil. Mas a bomba está explodindo mesmo é no colo da fina flor da rapaziada que comanda o mercado editorial mundial e que está reunida na Alemanha, na Feira de Livros de Frankfurt, a maior do mundo.
Ali o pessoal da indústria do livro está metido em conversa de uma nota só: o maremoto do livro digital chegou! Agora começa a acontecer com cadeia produtiva do livro aquilo que já aconteceu com a indústria fonográfica e com a indústria fotográfica. É a digitalização do livro.
Vai mudar tudo. Mas tudo mesmo! Do editorial à livraria. Da gráfica ao varejo. Dos sebos às bibliotecas. Da produção do papel à logística, etc. etc. Não adianta ser ou ter sido uma grande editora ou ser ou ter sido um grande publisher. Agora o jogo está sendo iniciado e não importa muito de onde você veio.
De qualquer forma, eu aposto: o livro vai ficar mais barato e mais acessível. As pessoas vão ler mais livros do que jamais leram. Vai aumentar o mercado e vai ter mais espaço para a produção e internacionalização dos autores e editoras. No final todo mundo vai perceber que uma coisa de qualidade, quando a gente lê, não importa se está numa tela ou no papel.
Só vai se prejudicar quem tiver medo de inovar e mudar e sair surfando essa mudança civilizatória que tem a mesma característica disruptiva da invenção de Gutemberg. Nos anos anos à frente vai se consolidar a tendência: a maior parte dos livros vai sair mesmo é no formato e-book. Mas, paradoxalmente, o livro em papel vai ser a forma perene e mais desejada e não vai morrer nunca. Vai ser um queridinho mesmo para a rapaziada digital.
No meu livro Novo Mundo Digital – lançado em 2007 e que já está sendo preparado para chegar em formato e-book ao mercado – eu tasco lá logo no primeiro capítulo intitulado Manchetes do Futuro:
“Os jornais diários em papel acabaram e o mercado de livros vem paradoxalmente crescendo com extrema vitalidade. Quando se fala em notícia, tudo agora é on-line. Em especial depois que a velocidade de conexão ultrapassou a barreira dos 10 gigabits por segundo, mesmo em wireless. Por outro lado, indo na contramão das análises de tendências de mercado dos especialistas, o segmento editorial deu um salto de crescimento. A indústria editorial nunca esteve tão bem. O livro se tornou um produto mais desejado pelas pessoas. Ele tem permanência e charme em um mundo onde tudo é digital. A produção gráfica se tornou mais caprichada, com design mais arrojado. Além disso, o preço do livro caiu graças ao crescimento da economia de escala. Com o livro visto como uma espécie de suvenir de conhecimento, as editoras passaram a personalizar edições: você pode comprar um mesmo texto com diferentes opções de formato, capa, textura e ilustrações.”
O Paulo Coelho pode ficar com o Kindle. Eu fico mesmo é o modelito aí em baixo, alimentado por bateria solar que a coreana LG está lançando 
