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Minha entrevista para a HSM Management

quinta-feira, outubro 29th, 2009

Exame e Época Negócios são as revistas de negócios mais importantes e lidas no Brasil. Não há duvida!  Entretanto, na minha opinião e de muita gente boa, em nosso país, a mais influente das revistas  no topo diretor das empresas de classe mundial parece ser mesmo a HSM Management.

Foi por isso que eu fiquei tão contente com a matéria que Adriana Salles, editora-executiva da HSM, fez para a edição de outubro, baseada em entrevista que realizou comigo.  Foram ao todo seis páginas, com direito a chamada de destaque no editorial. Cool

Se você estiver interessado em dar uma folheada, a matéria na íntegra pode ser acessada clicando aqui. HSM Managemente Ricardo Neves

A digitalização do livro

quarta-feira, outubro 14th, 2009

frankfurt messe

O Paulo Coelho está na capa de Época apresentado o Kindle. É a matéria de capa desta semana que anuncia o desembarque do Kindle no Brasil. Mas a bomba está explodindo mesmo é no colo da fina flor da rapaziada que comanda o mercado editorial mundial e que está reunida na Alemanha, na Feira de Livros de Frankfurt, a maior do mundo.

Ali o pessoal da indústria do livro está metido em conversa de uma nota só: o maremoto do livro digital chegou! Agora começa a acontecer com cadeia produtiva do livro aquilo que já aconteceu com a indústria fonográfica e com a indústria fotográfica. É a digitalização do livro.

Vai mudar tudo. Mas tudo mesmo! Do editorial à livraria. Da gráfica ao varejo. Dos sebos às bibliotecas. Da produção do papel à logística, etc. etc. Não adianta ser ou ter sido uma grande editora ou ser ou ter sido um grande publisher. Agora o jogo está sendo iniciado e não importa muito de onde você veio.

De qualquer forma, eu aposto: o livro vai ficar mais barato e mais acessível.  As pessoas vão ler mais livros do que jamais leram. Vai aumentar o mercado e vai ter mais espaço para a produção e internacionalização dos autores e editoras.  No final todo mundo vai perceber que uma coisa de qualidade, quando a gente lê, não importa se está numa tela ou no papel.

Só vai se prejudicar quem tiver medo de inovar e mudar e sair surfando essa mudança civilizatória que tem a mesma característica disruptiva da invenção de Gutemberg. Nos anos anos à frente vai se consolidar a tendência: a maior parte dos livros vai sair mesmo é no formato e-book. Mas, paradoxalmente, o livro em papel vai ser a forma perene e mais desejada e não vai morrer nunca. Vai ser um queridinho mesmo para a rapaziada digital.

No meu livro Novo Mundo Digital – lançado em 2007 e que já está sendo preparado para chegar em formato e-book ao mercado – eu tasco lá logo no primeiro capítulo intitulado Manchetes do Futuro:

“Os jornais diários em papel acabaram e o mercado de livros vem paradoxalmente crescendo com extrema vitalidade.  Quando se fala em notícia, tudo agora é on-line. Em especial depois que a velocidade de conexão ultrapassou a barreira dos 10 gigabits por segundo, mesmo em wireless. Por outro lado, indo na contramão das análises de tendências de mercado dos especialistas, o segmento editorial deu um salto de crescimento. A indústria editorial nunca esteve tão bem. O livro se tornou um produto mais desejado pelas pessoas. Ele tem permanência e charme em um mundo onde tudo é digital. A produção gráfica se tornou mais caprichada, com design mais arrojado. Além disso, o preço do livro caiu graças ao crescimento da economia de escala. Com o livro visto como uma espécie de suvenir de conhecimento, as editoras passaram a personalizar edições: você pode comprar um mesmo texto com diferentes opções de formato, capa, textura e ilustrações.”

O Paulo Coelho pode ficar com o Kindle. Eu fico mesmo é o modelito aí em baixo,  alimentado por bateria solar que a coreana LG está lançando Cool

LG-Displays-solar-powered-001

Renascença Carioca

sexta-feira, outubro 2nd, 2009

 

Eu sou nascido em Belo Horizonte, MG. Vim fazer faculdade no Rio e fui ficando… Depois disso vivi um tempo fora do Brasil. Mas voltei!

Tive outras oportunidades de escolher outras cidades para viver e trabalhar. Fora e dentro do Brasil. Mas o Rio foi sempre um imã para mim.

Continuo circulando bastante pelo mundo afora, mas sempre me emociono ao voltar para casa. Toda vez que chego ao Rio, principalmente pelo aeroporto Santos Dumont,  meu coração bate feliz com a visão dessa coisa maravilhosa que mistura a monumentalidade estonteante que é obra da natureza, com a complexa, quase caótica, obra dos seres humanos. Nessas ocasiões é inescapável: começo a cantarolar baixinho o Samba do Avião.

Amei o resultado Rio Jogos Olímpicos 2016!

Finalmente essa cidade cósmica – que é mais perfeita e feliz das sínteses do Brasil e que é, de fato, uma megacidade global, da mesma forma que Nova York, Paris, Londres, Istambul, Barcelona, Berlim, Beijing, Nova Deli, Tóquio e outras mais – emerge com força do limbo que em que foi atirada quando a Capital Federal foi levada para o Planalto Central.

Vamos ganhar todos nós, brasileiros. Mas ganhamos ainda mais nós, que amamos e vivemos nosso cotidiano nessa Cidade Maravilhosa, que não é uma só, mas um gigantesco caleidoscópio de bairros e regiões de grande diversidade.

Fomos muito bem representandos pelo  vídeo promocional de Fernando Meireles que foi feito para Copenhagen. O Rio é assim mesmo: uma atitude positiva, confiante e feliz de encarar a vida.

 

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